Não vou tentar te destruir

Não vou tentar te destruir

Fiquei sabendo o que andam falando, me acusando do que não sou, andam pintando o sete.
Me disseram pra tomar cuidado, andam tramando por todos os lados, convencendo a todos a se afastarem de mim. 
Meu sangue ferveu ao contrário, e ruborizada tropecei na raiva. 
Prometi me defender, ameacei pagar pra ver, ensaiei tudo pra ontem.
Quando tudo estava pronto, já calçada de razões, fui engolida por mim mesma.
Fui sacudida pelo meu amor-próprio, e parei pra me olhar por dentro:
Sou bem mais que tudo isso, já enfrentei tantos desertos, já vi minh'alma me deixar várias vezes.
Me levantei de tantas cinzas, tenho marcas de tantas feridas, e sei sorrir largamente.
Minha força não destrói o outro, constrói paz pro meu futuro.
Meus talentos me aquietam, meus dons dizem quem sou, berros convencidos não distorcem minha verdade.
Não vou tentar te destruir, não tenho culpa de ser teu Golias, foi você mesmo quem se diminuiu.
Abaixei minhas armas por mim, escolho a paz do meu travesseiro, fique com teu arsenal de amargura.
Não espere que eu me levante, te dê o troco, nem me adiante.
Porque quem determina o que realmente importa na minha vida não é você, sou eu.

(Jackye Monteiro)